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Morre Netinho, voz de “Milla” e ícone do axé, aos 60 anos

Morre Netinho, voz de “Milla” e ícone do axé, aos 60 anos

Netinho, cantor que marcou o axé dos anos 1990 com músicas como Milla e Beijo na Boca, morreu na manhã desta terça-feira, 13 de outubro, aos 60 anos, em Salvador. A informação foi confirmada pela assessoria do artista.

Segundo o comunicado divulgado pela equipe, o cantor enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B. A doença evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos. Netinho estava internado no Hospital Aliança Star desde o fim de setembro, após uma recidiva do câncer.

Por desejo do artista, o velório e a cremação serão reservados a familiares e amigos próximos. A família pediu privacidade e agradeceu as manifestações de carinho recebidas.

Da Banda Beijo ao sucesso nacional

Nascido Ernesto de Souza Andrade Júnior, em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, Netinho começou a cantar profissionalmente em Salvador. Em 1988, assumiu os vocais da Banda Beijo e ganhou projeção nacional com Beijo na Boca, tornando-se uma das vozes associadas à expansão do axé para além do Carnaval baiano.

A carreira solo começou em 1993. Três anos depois, o álbum ao vivo gravado em Aracaju transformou Milla em seu maior sucesso. A canção atravessou o país, foi regravada em outros idiomas e se tornou um dos símbolos musicais da década de 1990.

O repertório de Netinho também reuniu faixas como Menina, Pra Te Ter Aqui, Capricho dos Deuses, A Vida É Festa e Onde Você Se Esconde. Ao longo da carreira, o cantor levou trios elétricos e shows brasileiros a diferentes países e manteve uma ligação constante com as festas populares da Bahia.

Legado no axé

Em nota oficial, a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia destacou a contribuição de Netinho para ampliar o alcance da música produzida no estado e fortalecer a presença do axé em grandes festas e circuitos internacionais. A despedida encerra uma trajetória de quase quatro décadas iniciada nos trios de Salvador e gravada na memória afetiva de uma geração.

Fontes: Folha de S.Paulo, O Globo, CNN Brasil, Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, site oficial de Netinho.

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