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Condenado pela morte de Tupac Shakur recebe pena mínima de 40 anos

Condenado pela morte de Tupac Shakur recebe pena mínima de 40 anos

Duane “Keffe D” Davis foi condenado nesta terça-feira, 13 de outubro, a uma pena de 40 anos à prisão perpétua por ter organizado o ataque que matou Tupac Shakur em Las Vegas, em 1996. A decisão foi anunciada pela juíza Carli Kierny, do Tribunal Distrital do Condado de Clark.

Davis, de 63 anos, havia sido considerado culpado em agosto por homicídio em primeiro grau com uso de arma de fogo. Ele é a única pessoa acusada e condenada pelo crime. O tempo que já passou detido — 731 dias — será descontado da pena.

Crime aconteceu após luta de Mike Tyson

Tupac foi baleado na noite de 7 de setembro de 1996. O rapper estava no banco do passageiro de um BMW dirigido por Marion “Suge” Knight quando um Cadillac branco parou ao lado do carro em um semáforo, perto da Las Vegas Strip, e os disparos foram feitos. Tupac morreu seis dias depois, aos 25 anos.

Segundo a acusação, Davis organizou o ataque como retaliação por uma briga ocorrida horas antes em um cassino. Os promotores afirmaram que ele forneceu a arma usada no crime. A defesa contestou a falta de provas físicas e sustentou que declarações anteriores de Davis foram exageradas para promover seu livro.

Memórias e entrevistas reabriram o caso

A investigação permaneceu sem solução por décadas. O avanço ocorreu depois que Davis passou a falar publicamente sobre o episódio e publicou, em 2019, um livro de memórias. Essas declarações se tornaram centrais para a acusação. Ele foi preso em 2023.

Familiares de Tupac participaram da audiência e pediram a pena máxima. A juíza afirmou que Davis não poderia tirar a vida e o futuro de uma pessoa e simplesmente seguir adiante. O advogado Michael Sanft disse que pretende recorrer da condenação.

Tupac Shakur se tornou uma das figuras mais influentes do hip-hop. Sua obra, marcada por temas como desigualdade, violência, afeto e a experiência negra nos Estados Unidos, continua alcançando novas gerações três décadas depois de sua morte.

Crédito da foto: Bo Rader ou George H. Cook/The Evening Sun, via Wikimedia Commons — domínio público nos Estados Unidos. Imagem recortada e adaptada.

Fontes: O Globo, Associated Press, The Guardian.

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