Paris Jackson voltou à Justiça de Los Angeles para questionar a remuneração de John Branca, um dos administradores do espólio de Michael Jackson. A filha do Rei do Pop pede que a taxa destinada ao advogado seja reduzida de 15% para 10% das receitas brutas ligadas aos negócios de entretenimento do cantor.
O novo pedido abrange os rendimentos de 2023 e 2024 e também os anos seguintes, até a prestação de contas referente a 2026. Paris afirma que os documentos apresentados pelos responsáveis pelo patrimônio seriam incompletos e insuficientes para justificar os valores solicitados.
Pagamento milionário está no centro da disputa
Nos documentos judiciais, Paris também contesta um pedido de aprovação de aproximadamente US$ 109 milhões em pagamentos ligados aos coadministradores do espólio e a um escritório de advocacia. A herdeira sustenta que uma operação desse tamanho exige informações financeiras detalhadas e pediu ainda o ressarcimento das despesas jurídicas geradas pelo processo.
Os representantes do espólio rejeitaram as acusações. Segundo a defesa, Branca e os demais responsáveis abriram mão de uma remuneração específica pelo papel de executores e recebem uma taxa de gestão separada, autorizada pela Justiça, para administrar os negócios de Michael Jackson. O grupo também afirma que as prestações de contas de 2023 e 2024 já foram entregues e que os relatórios dos anos seguintes ainda não venceram.
Patrimônio já foi alvo de outras decisões
A disputa é mais um capítulo da relação conturbada entre Paris e os responsáveis pelo patrimônio deixado pelo cantor. Em maio, um juiz determinou que US$ 625 mil em bônus pagos a escritórios de advocacia externos fossem devolvidos ao espólio. A Billboard informa que a administração diz ter transformado uma dívida estimada em US$ 500 milhões em um patrimônio avaliado em mais de US$ 2 bilhões.
Michael Jackson morreu em junho de 2009, aos 50 anos. Paris e os irmãos Prince e Bigi são beneficiários do espólio. A nova discussão não altera o catálogo do artista, mas pode mudar a forma como parte das receitas futuras é destinada aos administradores.
Fontes: O Globo, Billboard Brasil.

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